sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Broinha de fubá de canjica

Eu simplesmente ADORO as broinhas de fubá de canjica. Toda vez que vou à padaria, fico namorando elas de longe, e só de vez em quando me rendo a essa tentação. No entanto, nunca tinha pensado em fazê-las em casa, até que vi ontem este post no delicioso blog Come-se, da Neide Rigo.

Antes de voltar ao lar, depois do trabalho, passei na minha amada Big Pão e, para a minha alegria, lá tinha o fubá de canjica. Não pensei duas vezes: comprei um pacote e corri para a cozinha testar a receita, que ficou uma delícia! O marido, os colegas de trabalho, a mãe, a irmã e a sogra aprovaram.




Pedi permissão à Neide para reproduzir a receita e as informações preciosas do blog, que gentilmente me concedeu. Obrigada, Neide! Fiquei com dó dos paulistas, que não conseguem fazer essa maravilha por lá por causa da falta do ingrediente principal: o fubá de canjica. A Neide me disse que ninguém conhece o dito cujo em São Paulo...

Segundo ela, o fubá de canjica é extraído de milho duro e seco resultando num pó muito fino e rico em amido. O que o distingue do fubá mimoso é a granulometria e o tipo de moinho usado para produzi-lo, já que ambos usam como matéria prima o grão do milho amarelo desgerminado e sem o pericarpo (a película que recobre o grão), também chamado de canjica amarela. Tradicionalmente o processo era feito da seguinte forma: o milho era deixado a secar no próprio pé, o que resultava num fubá saboroso e adocicado; depois os grãos debulhados passavam pelo monjolo para que fossem eliminados o gérmen e a película. A parte vítrea, mais dura, do milho era triturada em moinho de pedra, também movido a água (como o monjolo) que, num processo demorado, transformava o milho desgerminado num pó de granulação finíssima. Hoje a maioria é feita em moinho de pedra elétrico, mas o resultado parece continuar o mesmo. Quase uma maisena. Estas broinhas funcionam bem com este fubá.

Segue abaixo a receita da Neide, baseada na receita fornecida a ela pela Elzinha Nunes, do restaurante Dona Lucinha.

Ingredientes

5 ovos médios (240 g)
1/2 xícara de óleo (120 ml)
1 xícara de leite frio integral (240 ml)
1/4 de xícara de açúcar (45 g)
1/2 colher (chá) de sal
2 xícaras de fubá de canjica (180 g)
2 colheres (chá) de grãos de erva-doce

Modo de preparo

Ligue o forno na temperatura de 250 graus e deixe aquecendo enquanto prepara a massa. Unte com manteiga e polvilhe com fubá uma assadeira grande ou duas médias. Reserve.
Faça a massa: coloque no liquidificador os ovos, o óleo, o leite, o açúcar, o sal e cerca de um quarto do fubá pesado. Bata bem até ficar uma massa lisa. Despeje tudo numa tigela e junte o restante do fubá e a erva-doce. Misture bem até formar uma massa cremosa. Passe óleo numa xícara de chá de fundo arredondado e coloque aí um pouco de fubá. Retire porções de massa usando duas colheres de sobremesa (uma para pegar, outra pra empurrar). Jogue a porção de massa dentro da xícara, rodeie para moldar a bolinha e vire sobre a assadeira preparada. Faça isto com toda a massa, deixando espaço entre as broinhas, que vão crescer. Leve ao forno preaquecido e deixe assar até crescer e ficar bem dourada (cerca de meia hora), lembrando que meu forno é um doméstico nada confiável - portanto, fique de olho no seu forno e, se precisar, faça adaptações na temperatura e no tempo.

Rende: cerca de 25 broinhas

OBS: eu produzi 18 broinhas com essa quantidade de massa.


Pudim de leite condensado da Íris

Há um mês ganhei um presente inesperado e delicioso do meu amigo André, um pudim de leite condensado inteirinho, feito pela Íris, mãe dele. Conversei com ela hoje por telefone, que me passou a receita. Em breve farei lá em casa.

Em relação ao pudim, cada pessoa tem a sua preferência. Eu gosto dele menos doce, bem levinho e aerado, como o da Íris. Já a minha amiga Ritinha prefere a versão mais doce e mais densa. Se você também é dessas pessoas, diminua a quantidade de leite da receita, colocando apenas uma lata.

Ingredientes
3 ovos inteiros
1 lata de leite condensado
1 lata e meia de leite integral (medida da lata de leite condensado)
¼ de xícara de açúcar

Modo de preparo
Bater todos os ingredientes, menos o açúcar, com um batedor manual ou no liquidificador. Em uma forma para pudim, colocar o açúcar e levar a forma ao fogo até que ele vire calda. O ponto da calda vai do gosto de cada um também. Eu a prefiro mais rala, quem prefere mais grossa, deixar mais tempo no fogo. Despejar a mistura de leite e ovos na forma e cobrir com papel alumínio. Levar ao forno pré-aquecido a 250 graus, em banho-maria, dentro de um tabuleiro. Atenção, a Íris frisou que o buraco do meio da forma deve ser fechado em cima, para não entrar água no pudim. Assar por 40 minutos. Deixar esfriar e levar à geladeira.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A Gastronomia e a Bienal do Livro de SP


Boa dica para a turma de Sampa e para os que passarem por lá este mês.

A 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou hoje, dia 12, e vai até o dia 22, conta com espaço especial dedicado à gastronomia. O Cozinhando com Palavras irá reunir chefs de cozinha, profissionais do setor, críticos gastronômicos e personalidades entusiastas da arte do bem comer, brasileiros e estrangeiros, para debaterem o tema, além de tratarem da gastronomia retratada em livros. Para participar é necessário retirar a senha com 2 horas de antecedência no próprio espaço.

Entre os convidados, estão nomes como Claude Troisgros, Andre Boccato, Carla Pernambuco e Manoel Beato. A programação completa, com grades de horários está no site da Bienal, e aqui, você confere algumas das atrações programadas.

Amanhã, dia 13, uma das atrações é a palestra sobre cozinha afrodisíaca, às 14h, ministrada pelo chef Allan Vila Espejo, especializado em cozinha espanhola.

No dia 14, às 10h30, Giuliana Bastos, autora do Dicionário Gastronômico, café com suas receitas, promove workshop ao lado da barista Silvia Magalhães.

No mesmo dia, às 14h, o chef Chakall, que comanda a classe executiva da companhia aérea Sata Internacional, com produtos dos Açores, aliando os sabores das ilhas do Atlântico aos de Portugal Continental, falará sobre a polêmica comida de avião.

Para o dia 15, uma das atrações programadas é o encontro entre os críticos gastronômicos Arnaldo Lorençato (Veja SP), Josimar Mello (Folha), Maria da Paz Trefaut (Valor), Danusia Bárbara (Estadão) e Dias Lopes (Revista Gosto).

Para quem gosta de um bom brigadeiro, no dia 17, às 10h30, Juliana Motter pilota o fogão enquanto a marca de chocolates Valrhona promove palestra.

E no dia 22, data de encerramento da feira, haverá um debate sobre tendências na gastronomia mediado por Cenia Salles, líder do movimento Slow Food no Brasil, Rita Lobo, defensora da Cozinha Verde, e Daniel Aquino, chef da Cozinha Molecular e da Sis Sentits.

21a Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Pavilhão de Exposições Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1.209, Ibirapuera (São Paulo)
Tel.: (11) 2226-0400
www.bienaldolivrosp.com.br

Fonte: Basilico

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Lingüiça no mel e champagne

Já tinha postado aqui a receita da linguicinha agridoce da Nigella, que é deliciosa. No entanto, muitas pessoas me disseram que faziam a linguiça com champagne. Então, resolvi testar. Ficou boa, mas ainda prefiro a outra!!

Ingredientes

500g de lingüiça cocktail (ou aperitivo)
1 garrafa de Cidra Cerezer de Maçã
1/2 colher de café de pimenta calabresa seca
4 colheres de sopa de mel

Modo de preparo

Coloque a lingüiça na panela e cubra com o champagne. Leve ao fogo baixo com a panela tampada até começar a ferver, tire a tampa e deixe cozinhar. Quando o champagne começar a evaporar e o caldo começar a ficar grosso, coloque a pimenta. Quando secar quase todo o caldo, desligue o fogo, coloque o mel e misture.
 

Batata bolinha ao murro com molho de gorgonzola

Ingredientes

1kg de batata bolinha com casca
Sal grosso, pimenta do reino moída e alecrim a gosto
Azeite de oliva
200g de queijo gorgonzola
1 xícara de creme de leite

Modo de preparo

Lave as batatas e cozinhe-as em água salgada, com casca. Escorra. Amasse um pouco cada batatinha com o dedo polegar. Coloque-as em um tabuleiro, tempere com sal grosso, pimenta e alecrim picadinho (seco ou fresco). Regue com azeite. Asse em forno médio, pré-aquecido, até que as batatas estejam coradas. Em uma panela pequena coloque o queijo em pedaços e misture em fogo baixo até que ele derreta. Junte o creme de leite e misture bem. Despeje o molho sobre as batatas e sirva.

Costela de boi fácil

O nome também poderia ser costela sem água, ou costela na cebola. A receita foi obra da minha irmã e do cunhado. Recomendo!! O sabor ficou incrível, as cebolas meio adocicadas, com molho escuro e levemente apimentado. Antes de servir, decidi desfiar a costela e depois misturar o molho novamente para ficar mais fácil na hora de comer, com as rodelas de pãozinho de sal.

Ingredientes

8 cebolas em rodelas
1,5kg de costela de boi em pedaços grandes
4 tabletes de caldo de carne
1 colher de sobremesa de páprica picante
1 lata de cerveja preta

Modo de preparo

Deixar a carne marinando na cerveja preta com a páprica por uma hora. Colocar em uma panela de pressão metade da cebola, a carne (sem a cerveja), a outra metade da cebola e o caldo de carne picado. Cozinhar na pressão por 45 minutos a uma hora em fogo baixo.

OBS: A minha irmã usou a cerveja preta somente na marinada, e depois jogou fora, mas acho que seria interessante cozinhar a carne com a cerveja.
 

Queijo pachá

Ingredientes

350g de queijo provolone cortado em cubos médios
2 ovos
1 xícara de farinha de rosca
óleo de canola para fritar
pimenta e noz moscada

Modo de preparo

Bata os ovos num recipiente e tempere com pimenta e noz moscada. Pegue os cubos de queijo, passe na mistura de ovos e empane com a farinha de rosca. Leve à geladeira os cubinhos empanados num saco plástico por 30 minutos antes de fritar. Esquente o óleo numa frigideira e frite os cubos. Utilize papel toalha para retirar o excesso de gordura. Sirva quente.

OBS: Enquanto os cubos fritavam, alguns acabaram estourando.. Isso não prejudicou o gosto, que ficou muito bom, por sinal, mas fez uma bagunça boa na frigideira. Acho que eles estouraram quando fui virá-los. Talvez, se eu tivesse uma daquelas fritadeiras de deepfry, isso não teria acontecido. Alguém tem alguma dica?
 

Encontro harmonizado

Em julho, antes da viagem, fizemos uma reunião aqui em casa, inspirados pelo Primeiro Encontro dos Amigos da Taberna do Vale. A idéia era produzir alguns petiscos e harmonizá-los com cervejas especiais. A coisa não foi tão planejada como o evento da Taberna, mas, no final, deu certo.

Abrimos os trabalhos com cervejinhas mais leves, como Áustria Pilsen e Weiss, Colorado Appia (Weiss) e Erdinger Weiss. As pilsen harmonizaram perfeitamente com o queijo pachá, frito na hora.


O ceviche, temperado sem excessos, com pouca pimenta e leve acidez, acabou casando melhor com as cervejas da entrada.


Depois, veio a tropa intermediária, com Erdinger Weizenbock, duas IPAs (India Pale Ale), Colorado Indica e Falke Estrada Real, e Murphy’s Irish Red (Red Ale Irlandesa). Elas combinaram bem com a costela de boi cozida com muita cebola e com a linguicinha no mel e champagne.




A batata bolinha ao murro com molho de gorgonzola desceu bem aí, e também com a Colorado Demoiselle (porter). As porter costumam harmonizar muito bem com o gorgonzola.


Para finalizar, os deliciosos e irresistíveis minibis, com Colorado Demoiselle e Backer Brown. Sucesso total! As receitas dos petiscos seguem nos próximos posts.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Temporada napolitana no Saatore

 Perna de cordeiro

Até o dia 30 de agosto, o Saatore Ristorante, casa localizada dentro do hotel San Diego, em Belo Horizonte, promove temporada napolitana em homenagem ao seu fundador, Salvatore Di Monda. 13 receitas inéditas criadas por ele entram no cardápio somente este mês. Entre os destaques estão o cordeiro ao forno e o linguine com cogumelos e camarões.

Confira a lista completa dos 13 pratos:

Cordeiro ao Forno
Perna de cordeiro acompanhada de minibatatas e miniceboletes

Linguine com cogumelos e camarões
Tiras de massa com cogumelos e camarões ao molho vermelho

Vermicceli com coração de alcachofra
Vermicceli al dente com tiras de alcachofra ao parmesão

Tortiglioni Allá Saatore
Tortiglioni al dente ao molho de erva doce

Linguine Mediterrâneo
Tiras de massa com polvo ao molho vermelho

Farfalle ao molho de Mostarda
Farfalle ao molho de folhas de mostarda

Tagliatelle ao Ragú
Tagliatelle al dente ao ragú de cordeiro

Risotto Agli Scampi
Risotto de lagostins

Coelho a caçadora
Carne de coelho em cubos com papardelle al dente

Penne Meditarrâneo
Penne com lombo de bacalhau

Conchiglioni Napolitano
Conchiglioni recheado ao molho de tomates com grana padano

Tortelloni de Frutos do Mar
Trouxinhas de tortelloni de lagostins

Risoto de Bacalhau
Risoto de bacalhau ao molho vermelho

Serviço
Saatore Ristorante

Local: Av. Álvares Cabral, 1.181 – Lourdes
Funcionamento: de segunda a quinta, das 12h às 15h, e das 19h às 24h. Sexta, das 12h às 15h, e das 19h à 1h. Sábado, das 19h à 1h. Domingo e feriado, das 12h às 15h.
Informações: (31) 3339-3180

Novidades do Festival de Tiradentes

No mês passado, avisei aqui que a programação do Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes estava no ar, e coloquei a lista das chefs responsáveis pelos festins deste ano. Hoje, dou mais detalhes das outras atividades que acontecerão durante o evento, entre os dias 20 e 29 de agosto.

A programação gastronômica do Festival também contará com cursos e degustações. As inscrições, gratuitas e limitadas a 50 vagas por curso, podem ser feitas em Tiradentes durante o Festival. Todas as chefs que comandarão os festins irão ensinar ao público um dos pratos servidos nos banquetes.


Outros nomes da gastronomia também partilharão suas experiências. São elas: Mari Hirata, escritora e consultora de gastronomia em Tóquio (Japão); Deise Novakoski, sommelière / bartender no restaurante Eça (RJ), eleita pela revista Gula a Sommelier do Ano em 2004; Cilene Saorin, uma das primeiras mestres cervejeiras e bier sommelier do Brasil; Janaína Rueda, chef do Bar Dona Onça (SP), eleito em 2009 o melhor bar pela revista Prazeres da Vida; e Isabela Raposeiras, barista e mestre de torra, vencedora do Primeiro Campeonato Nacional de Barista, em 2002; Nelsa Trombino, chef do restaurante Xapuri (BH), eleito o melhor restaurante de Comida Brasileira pela Veja Belo Horizonte e como o melhor da Cozinha Mineira pela Revista Gula.
 

Cultura

Além da programação gastronômica, esta edição também proporcionará aos visitantes e à população local diversas atividades culturais, como encontros musicais, recitais de poemas, lançamentos de livros, exposições, apresentações teatrais e sessões de cinema ao ar livre, sempre com um toque feminino, já que o festival homenageia as mulheres.

O Palco Principal será montado na Praça da Rodoviária, onde acontecerão encontros musicais protagonizados por intérpretes femininas. A cantora Aline Calixto recebe Dona Jandira, encontro que promete ser regado a muito samba nacional. Já a mineira Alda Rezende chamará Fernanda Takai para acompanhá-la nos sucessos da música popular brasileira. As mineiras Érika Machado e Marina Machado, o grupo Brasileirinhas, com a saxofonista Daniela Spielmann e a pianista Sheila Zagyry também irão se apresentar no festival.


Ingressos esgotados para os festins

Atenção, o twitter oficial do evento informa que os ingressos para os festins estão esgotados. Quem quiser pode entrar na fila de espera, basta enviar email através do site.

Quem não conseguiu vaga nos festins, pode tentar se inscrever para participar dos eventos parceiros. No sábado, 21 de agosto, acontece o  IV Festival de Paellas da Pousada Lago D´Ouro. No mesmo dia a Pousada Villa Paolucci oferece almoço com o famoso leitão pururuca do Luiz. Veja aqui a programação completa dos eventos parceiros.

Serviço:
XIII Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes
20 a 29 de agosto
www.culturaegastronomia.com.br