As batatas bravas, ou papas bravas, é um petisco típico da Espanha, servido em bares de tapas por todo o país. As variações da receita são muitas. Geralmente frita-se os cubos de batatas, que são servidos com dois tipos de molho, um de tomate, picante, e outro de maionese a base de azeite e alho, o aioli, ou alioli. Para uma versão mais saudável, ao invés de fritar, assei as batatas. Servi somente com a “salsa brava”, que coloquei em potinhos.
Ingredientes
800 g de batatas médias
Azeite, sal e pimenta do reino a gosto
½ cebola pequena
1 dente de alho
1 lata (400g) de tomate pelati
1 colher de café de páprica picante
1/2 colher de café de páprica doce
1 colher de café de vinagre de xerez
Tabasco (molho de pimenta) a gosto
Modo de Preparo
Descasque as batatas e corte-as em cubos com cerca de 2 cm. Coloque numa panela, cubra com água, salgue, leve ao fogo, deixe levantar fervura e cozinhe até que elas estejam macias, mas sem desmanchar. Escorra e deixe esfriar um pouco. Em um tabuleiro, junte a batata, regue com azeite e tempere com sal e pimenta do reino. Misture para cobrir a batata com o azeite. Asse em forno quente (200 a 220 graus), até que os cubos estejam dourados (20 a 25 minutos).
Faça o molho que dá nome às bravas: refogue alho e cebola no azeite, junte 1 lata de tomates pelados picados e cozinhe por 15 minutos em fogo brando. Tempere com sal e pimenta do reino. Junte a páprica doce e a picante, até sentir que ficou ardidinho na medida do seu gosto. Coloque o vinagre e o tabasco. Passe o molho para um ou mais potinhos e sirva com as batatas assadas.
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No dia 19 de agosto, tive a honra de conhecer uma das grandes damas da gastronomia mineira, Maria Stella Libânio Christo. Conhecida por seus livros de culinária, e também por ser a mãe do Frei Betto, ela publicou o primeiro volume na década de 70, levantando a bandeira a favor da comida mineira, quando, segundo ela, “só se falava em novidades estrangeiras à mesa”.
Dona Stella foi acompanhar os passos da neta, Isabella Christo, que junto com as sócias do Buffet Petit Pois Gourmet comandou as panelas no jantar de lançamento da quinta edição da Revista Sabores, no Espaço Cento e Quatro, no Centro de Belo Horizonte. A publicação, editada anualmente, trata a culinária pelo enfoque histórico, valorizando a cultura e difundindo estudos. A revista é fruto de parceria entre o empresário e organizador do Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes, Ralph Justino, com a jornalista e fotógrafa Inês Rabelo.
O tema deste volume segue a temática “Mulheres”, assim como a edição de 2010 do Festival de Tiradentes, que aconteceu em agosto. O conteúdo desdobra-se a partir da palavra origem enquanto primeira manifestação, começo, princípio e procedência. A partir daí, a revista aborda o papel das mulheres nas cozinhas e o produto de qualidade. Destaco os ótimos textos que versam sobre a história da agricultura brasileira, a importância da mandioca na alimentação do nosso povo, as frutas típicas nacionais, além de dois produtos que formam a identidade de Minas: o café e o queijo artesanal.
Dona Stella
Voltando à Dona Stella e ao jantar, quando soube que iria me encontrar com ela, peguei com a minha mãe o seu primeiro livro, Fogão de Lenha, de 1977. Quem não tem, deve dar um jeito de adquirir um exemplar. A publicação, ilustrada com desenhos de Debret, é recheada de cultura, poesia, segredos, dicas, receitas que ela conseguiu no Arquivo Público, datadas do séc. 18, e até do que mais gostavam 41 personagens importantes de nossa história como Machado de Assis, D. Pedro II, Rui Barbosa, Guimarães Rosa, Lacerda, Procópio Ferreira, Carlos Drummond.
Para a minha alegria, no jantar sentei-me em uma mesa ao lado da dela, e logo levei o livro para ser autografado. Rapidamente ela correu para a primeira página, e encontrou o que procurava. Dona Stella me disse que somente a primeira edição do livro reproduz páginas do caderno de receitas de sua mãe, repassado a ela.
A escritora me advertiu que eu olhasse com atenção as receitas do livro, porque as mesmas continham alguns erros. “O livro foi revisado por padres da editora Vozes, que não entendiam nada de culinária”, explicou. Com aquela letra desenhada das avós de antigamente, dona Stella escreveu a seguinte dedicatória:
“Para Clara, as receitas das vovós mineiras, com carinho e amizade. Maria Stella”
Ainda conversamos um pouco, trocamos algumas impressões. A sabedoria daquela senhora de 92 anos me comoveu e provocou boas risadas. Eu perguntei se somente a neta Isabella seguia seus passos, ou se algum dos oito filhos também sabia cozinhar, no que ela me respondeu: “Minhas filhas não cozinham muito, mas depois de casadas tiveram que aprender alguma coisa. Hoje em dia as mulheres tem que se virar, porque comer em restaurante todo dia, não há casamento que agüente!” Ela ainda completou: "o Betto faz um camarão maravilhoso, mas homem, você sabe como é, quando aprende a fazer três ou quatro receitas, já acha que sabe cozinhar”.
Jantar
Os filhos podem não ser lá essas coisas no trato com as panelas, mas a neta sabe o que faz, e deixou a avó orgulhosa. O jantar estava delicioso! De entrada, os excelentes frios da Salumeria Chiari e carpaccio de abobrinha, cortada em rodelas bem fininhas e temperada com pimenta calabresa.
Depois, veio um creme de ervilha de sabor bem leve e sutil, acompanhado com um bolinha de queijo de cabra quente. Ótimo!
O terceiro prato foi uma salada de folhas com queijo de cabra crocante, empanado como o queijo pachá, temperada com redução de rapadura com raspas de limão capeta. Harmonização perfeita de ingredientes.
O mini tropeiro chegou em seguida, coberto por um ovo de codorna estrelado, no ponto que eu gosto, com a gema mole!
O prato principal foi um delicioso frango ao açafrão da terra sobre leito de purê de mandioca, guarnecido com quiabo, crisp de couve e broto de feijão.
Para finalizar, as sobremesas: creme de milho e ervilha com crocante de café e pudim de abóbora com calda de rapadura e alecrim, misturas inusitadas que deram muito certo. No próximo post coloco a receita do pudim.
“Comida mineira é a alma de nosso agasalho. É o elo da família em torno da mesa. É saudade e descontraimento, é lembrança de infância. Esperança. Eterna esperança. Humilde e sagrada páscoa das grandes esperanças”. Maria Stella Libânio Christo (Fogão de Lenha, 1977)
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Criei este blog para compartilhar receitas executadas na minha cozinha, dicas e curiosidades da gastronomia. Escrevo para os amantes da boa comida e também da boa bebida, e para as pessoas que, como eu, têm prazer em receber, mas não se propõem a ser um chef profissional.
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domingo, 3 de outubro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Jantar de gerações da família Christo
No dia 19 de agosto, tive a honra de conhecer uma das grandes damas da gastronomia mineira, Maria Stella Libânio Christo. Conhecida por seus livros de culinária, e também por ser a mãe do Frei Betto, ela publicou o primeiro volume na década de 70, levantando a bandeira a favor da comida mineira, quando, segundo ela, “só se falava em novidades estrangeiras à mesa”.
Dona Stella foi acompanhar os passos da neta, Isabella Christo, que junto com as sócias do Buffet Petit Pois Gourmet comandou as panelas no jantar de lançamento da quinta edição da Revista Sabores, no Espaço Cento e Quatro, no Centro de Belo Horizonte. A publicação, editada anualmente, trata a culinária pelo enfoque histórico, valorizando a cultura e difundindo estudos. A revista é fruto de parceria entre o empresário e organizador do Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes, Ralph Justino, com a jornalista e fotógrafa Inês Rabelo.
O tema deste volume segue a temática “Mulheres”, assim como a edição de 2010 do Festival de Tiradentes, que aconteceu em agosto. O conteúdo desdobra-se a partir da palavra origem enquanto primeira manifestação, começo, princípio e procedência. A partir daí, a revista aborda o papel das mulheres nas cozinhas e o produto de qualidade. Destaco os ótimos textos que versam sobre a história da agricultura brasileira, a importância da mandioca na alimentação do nosso povo, as frutas típicas nacionais, além de dois produtos que formam a identidade de Minas: o café e o queijo artesanal.
Dona Stella
Voltando à Dona Stella e ao jantar, quando soube que iria me encontrar com ela, peguei com a minha mãe o seu primeiro livro, Fogão de Lenha, de 1977. Quem não tem, deve dar um jeito de adquirir um exemplar. A publicação, ilustrada com desenhos de Debret, é recheada de cultura, poesia, segredos, dicas, receitas que ela conseguiu no Arquivo Público, datadas do séc. 18, e até do que mais gostavam 41 personagens importantes de nossa história como Machado de Assis, D. Pedro II, Rui Barbosa, Guimarães Rosa, Lacerda, Procópio Ferreira, Carlos Drummond.
Para a minha alegria, no jantar sentei-me em uma mesa ao lado da dela, e logo levei o livro para ser autografado. Rapidamente ela correu para a primeira página, e encontrou o que procurava. Dona Stella me disse que somente a primeira edição do livro reproduz páginas do caderno de receitas de sua mãe, repassado a ela.
A escritora me advertiu que eu olhasse com atenção as receitas do livro, porque as mesmas continham alguns erros. “O livro foi revisado por padres da editora Vozes, que não entendiam nada de culinária”, explicou. Com aquela letra desenhada das avós de antigamente, dona Stella escreveu a seguinte dedicatória:
“Para Clara, as receitas das vovós mineiras, com carinho e amizade. Maria Stella”
Ainda conversamos um pouco, trocamos algumas impressões. A sabedoria daquela senhora de 92 anos me comoveu e provocou boas risadas. Eu perguntei se somente a neta Isabella seguia seus passos, ou se algum dos oito filhos também sabia cozinhar, no que ela me respondeu: “Minhas filhas não cozinham muito, mas depois de casadas tiveram que aprender alguma coisa. Hoje em dia as mulheres tem que se virar, porque comer em restaurante todo dia, não há casamento que agüente!” Ela ainda completou: "o Betto faz um camarão maravilhoso, mas homem, você sabe como é, quando aprende a fazer três ou quatro receitas, já acha que sabe cozinhar”.
Jantar
Os filhos podem não ser lá essas coisas no trato com as panelas, mas a neta sabe o que faz, e deixou a avó orgulhosa. O jantar estava delicioso! De entrada, os excelentes frios da Salumeria Chiari e carpaccio de abobrinha, cortada em rodelas bem fininhas e temperada com pimenta calabresa.
Depois, veio um creme de ervilha de sabor bem leve e sutil, acompanhado com um bolinha de queijo de cabra quente. Ótimo!
O terceiro prato foi uma salada de folhas com queijo de cabra crocante, empanado como o queijo pachá, temperada com redução de rapadura com raspas de limão capeta. Harmonização perfeita de ingredientes.
O mini tropeiro chegou em seguida, coberto por um ovo de codorna estrelado, no ponto que eu gosto, com a gema mole!
O prato principal foi um delicioso frango ao açafrão da terra sobre leito de purê de mandioca, guarnecido com quiabo, crisp de couve e broto de feijão.
Para finalizar, as sobremesas: creme de milho e ervilha com crocante de café e pudim de abóbora com calda de rapadura e alecrim, misturas inusitadas que deram muito certo. No próximo post coloco a receita do pudim.
“Comida mineira é a alma de nosso agasalho. É o elo da família em torno da mesa. É saudade e descontraimento, é lembrança de infância. Esperança. Eterna esperança. Humilde e sagrada páscoa das grandes esperanças”. Maria Stella Libânio Christo (Fogão de Lenha, 1977)
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